Tuesday, October 17, 2006

O que deve ser levado em consideração no planejamento das aulas de Ciências Naturais?

Todos os fatores envolvidos no Planejamento de aulas de um modo geral:
  • Conhecer os alunos;
  • diagnosticar dificuldades oriundas da série anterior;
  • levantamento sobre o que os pais esperam da escola e dos filhos;
  • Observar as especificidades dos alunos.
E essencialmente o fator - questionamento, que nas aulas de ciências deves-se considerar sempre a dúvida já que ela é o "motor da ciência". Assim o questionamento deve fazer parte da aula do início ao fim.
A dúvida leva o aluno a uma postura investigativa sobre o problema. Aproximando-o do conhecimento.

"O professor precisa mostrar que muitos conceitos hoje aceitos são possíveis de mudança, pois a ciência é dinâmica." Maria Luiza (Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Por que Planejar?

Para iniciar o trabalho com a turma é preciso antes de qualquer coisa, conhecê-la bem. Só assim pode-se definir com clareza as melhores estratégias, métodos e materiais a serem usados. É disso que trata o plano de trabalho.
E por isso este planejamento nao pode estar pronto nos primeiros dias de aula, já que o mesmo exige contato prévio com os alunos e pais.

Buscando caracterizar o planejamento levanta-se as especificidades da turma:
  • Dialogar com o professor da série anterior, no intuito de levantar dúvidas frequentes ou que possam ter continuado mesmo após a aprovação na disciplina.
  • Levantamento com os pais dos alunos, sobre o que eles esperam da escola e o que eles desejam para seus filhos.
  • Na sala de aula, é hora de observar os alunos, quem desenha bem, quem tem facilidade ou nao de leitura, gosta de falar ou é mais tímido.
É preciso sempre levar em consideração que o planejamento não é algo hermeticamente fechado, pronto e acabado. Ele deve estar sujeito a intervenções dos alunos ou até mesmo de acontecimentos no mundo, visando sempre a atender às necessidades momentâneas dos mesmos.

Assim o planejamento é um fator que auxilia na construção do conhecimento no processo de ensino-aprendizagem.

Referência Bibliográfica: Revista Nova Escola Dezembro de 2005

No site http://novaescola.abril.com.br/ed/144_ago01/html/cresca.htm pode-se encontrar maiores detalhes

Por que planejar...

Ajuda a definir objetivos que atendam aos reais interesses da turma
Possibilita a seleção e a organização dos conteúdos mais significativos
Permite organizar o que vai ser estudado de um jeito lógico
Garante a escolha dos melhores procedimentos e recursos
Faz com que o professor atue com mais segurança na sala de aula
Evita a improvisação, a repetição e a rotina
Facilita a continuidade do ensino
Auxilia professor e alunos a tomar decisões de forma cooperativa e participativa

...e ser flexível
O professor que não faz um planejamento maleável corre o risco de não alcançar seus objetivos
Os alunos são a referência para a elaboração de um plano. É preciso acompanhar o desenvolvimento deles
O plano é uma previsão, sujeita a erros. Daí a importância de mudar

Saturday, October 07, 2006

As chaves para uma Educação de Qualidade:Cooperativismo, Bem Público e Internacionalização.

Por Adriana Loiola Bruni


O fato de que a Educação precisa ser transformada, que a qualidade do ensino é precária e que os professores e alunos estão insatisfeitos com tal situação, são afirmações que embasam a necessidade de debater esta temática na atualidade.
Um dos possíveis caminhos para que as análises apresentadas anteriormente possam atuar na construção de uma Educação qualificada, é pautar a necessidade de transição do modelo magistral, arcaico, tradicional, para o modelo cooperativo, grupal, que considere as particularidades dos estudantes, sua criatividade, seu conhecimento prévio e suas habilidades resultantes da vivência em sociedade.
Visto que, “Os professores são os principais responsáveis no momento de empreender, com êxito, qualquer inovação na Educação.” (CEBRIÁN,1999,p.121), estes precisam compreender que os métodos de ensino que funcionaram no momento histórico da sua formação, não funcionam com essa geração que está hoje estabelecida. Pois economicamente vivemos na era da interdependência global com a internacionalização da economia e a super valorização da comunicação e informação.
E com a presença de toda essa tecnologia, o professor tem que considerar também que o estudante de hoje, vive no mundo das imagens e isso reflete no seu modo de ver e compreender a realidade de maneira significativa.
Uma outra chave para se alcançar uma educação de qualidade é torná-la um bem público. Infelizmente, não basta apenas criar leis pra garantir esta ação. A realidade nos mostra muito bem isso através da Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade;

Apesar da existência desta Lei, a todo o momento ela não é cumprida. E sua violação por parte do Estado, é um duplo desrespeito para com o cidadão que paga seus impostos em dia e tem direito garantido em constituição a ter acesso a uma educação pública e de qualidade. Contudo, a educação só será dita pública, no dia em que for de igual qualidade para todos.
Assim, “se aceitamos que a Educação particular é de melhor qualidade do que a pública, estamos aceitando também que não há educação pública” (TORO,1996,p.117).
Outro entrave que temos com a “dita” Educação Pública é a sua qualidade. É indiscutível essa necessidade de melhoria, uma vez que a maioria dos alunos, presentes nas escolas públicas, são pessoas de baixa renda, que não possuem outras alternativas para captar conhecimentos que lhe foram sonegados nas salas de aula. Ou seja, os estudantes da rede pública de ensino, que se inserem nas características agora citadas, se não possuem , possuem muito pouco acesso a internet, livros atuais, aulas de reforço particular, etc. Enquanto que os alunos provenientes das classes dominantes, facilmente compensariam a má qualidade do ensino.
A terceira chave para uma educação de qualidade consiste em formar alunos com uma mente internacional. Como já foi abordado, nosso momento histórico atual é de internacionalização da economia, mercados e finanças, e a super valorização da comunicação e informação.
Não é mais uma questão de aprovar ou reprovar, aceitar ou rejeitar as inovações: esse é um caminho sem volta, pelo menos para aqueles que não querem ficar à margem do desenvolvimento. Não se pode admitir a indiferença em relação a esse novo cenário ou, ainda, a tecnofobia, fruto da dificuldade em aceitar o novo, o desafio e as novas relações com o saber.

Os três entraves principais:
1) As pessoas que tem acesso a essas tecnologias constituem, ainda, uma privilegiada minoria da população mundial.
2) Não só os alunos, mas também os professores, precisam adquirir habilidades mínimas para que as supervias de informação possam ocupar o papel que lhes cabe no mundo da educação. Isso não é o que se observa nas escolas públicas brasileiras.
O universo interativo das redes produz não só uma superabundância de informação, mais também uma avalanche de lixo que nem todos os alunos – ou mesmo professores – são capazes de filtrar.
Como resultado disso temos a valorização dos profissionais de Geografia, História e Língua Estrangeira.

Thursday, October 05, 2006

SALA DE AULA: PLANEJAR OU IMPROVISAR ???

Planejar para construir o ensino...
Em uma sala de aula, durante a fala do professor, um aluno formula uma pergunta. O professor ouve atentamente e se vê diante de um dilema: O que fazer? Responder a pergunta objetivamente e continuar a exposição? Anotar a questão no quadro e dizer que responderá ao terminar o que está expondo? Anotar a pergunta e pedir a toda classe que pense na resposta? Solicitar ao aluno que anote a pergunta e a repita ao final da exposição? Qual a conduta mais correta? Escolher uma resposta adequada depende de vários fatores que devem ser considerados pelo professor.
Entre eles, se a pergunta contribui para o desenvolvimento da atividade de ensino e aprendizagem naquele momento, ou ainda se existe pertinência em relação ao conteúdo em jogo na atividade. A pergunta pode evidenciar um nível de compreensão conceitual mais elaborado de um aluno se comparado à maioria da classe. Respondê-la naquele momento transformaria a aula em uma conversa entre o professor e aquele aluno, que dificilmente seria acompanhada pelos demais. Pode também revelar uma criança ou jovem com dificuldade de compreender o conceito em questão, o que sugere algum tipo de atenção mais individualizada.
É possível concluir ainda que a questão seria uma ótima atividade de aprendizagem em um momento posterior, quando certos aspectos do conteúdo já estiverem esclarecidos.::
Planejar: coerência para as ações educativas O professor tem um papel fundamental de coordenar o processo de ensino e aprendizagem da sua classe. “É preciso organizar todas as suas ações em torno da educação de seus alunos. Ou seja, promover o crescimento de todos eles em relação à compreensão do mundo e à participação na sociedade”. Para isso, ele precisa ter claro quais são as intenções educativas que presidem esta ou aquela atividade proposta. Na verdade, ele precisa saber que atitudes, habilidades, conceitos, espera que seus alunos desenvolvam ao final de um período letivo. Certamente isso significa fazer opções quanto aos conteúdos, às atividades, ao modo como elas serão desenvolvidas, distribuir o tempo adequadamente, assim como fazer escolhas a respeito da avaliação pretendida. Se essas intenções estiverem claras, as respostas a esta ou àquela pergunta ou a diferentes situações do cotidiano de uma sala de aula serão mais coerentes com os objetivos e propósitos definidos.
O Planejamento do Ensino tem como principal função garantir a coerência entre as atividades que o professor faz com seus alunos e as aprendizagens que pretende proporcionar a eles.

::Quem faz o planejamento

O planejamento é um trabalho individual e de equipeA elaboração do Planejamento do Ensino é uma tarefa que cada professor deve realizar tendo em vista o conjunto de alunos de uma determinada classe, sendo, por isso, intransferível.
O ideal é desenvolver esse Planejamento em cooperação com os demais professores, com a ajuda da coordenação pedagógica e mesmo da direção da escola, mas cada professor deve ser o autor de seu Planejamento do Ensino.
Quantas vezes nós, professores, ouvimos um aluno perguntar:
- Professor, por que a gente precisa saber isso?
Quantas vezes, no tempo em que éramos alunos, fizemos essa mesma pergunta a nossos professores, sem nunca obter uma resposta satisfatória?

:: Flexibilidade: Vale lembrar que nenhum Planejamento deve ser uma camisa-de-força para o professor. Existem situações da vida dos alunos, da escola, do município, do país e do mundo que não podem ser desprezadas no cotidiano escolar e, por vezes, elas têm tamanha importância que justificam por si adequações no Planejamento do Ensino. No processo de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, novos conteúdos e objetivos podem entrar em jogo; outros, escolhidos na elaboração do plano, podem ser retirados ou adiados. É aconselhável que o professor reflita sobre suas decisões durante e após as atividades, registrando suas idéias, que serão uma das fontes de informação para melhor avaliar as aprendizagens dos alunos e decidir sobre que caminhos tomar. Além disso, as pessoas aprendem o mesmo conteúdo de formas diferentes; portanto, o Planejamento do Ensino é um orientador da prática pedagógica e não um “ditador de ritmo”, no qual todos os alunos devem seguir uniformemente. Ao longo do ano letivo e a partir das avaliações, algumas atividades podem se mostrar inadequadas, e será necessário redirecionar e diversificá-las, rever os conteúdos, fazer ajustes. :: Registro

Registrar ajuda a avaliação: Vale destacar que a forma de organizar o Planejamento do Ensino aqui apresentado é uma escolha. O importante é o professor ter alguma forma de registro de suas intenções, procurando agir pedagogicamente de forma coerente com os objetivos específicos e gerais traçados no Projeto de Escola e em seu Planejamento do Ensino. A forma como cada professor registra seu Planejamento não deve ser fixa, para que cada profissional possa fazê-lo da forma como se sente melhor. Mas, se um educador deseja ser um profissional reflexivo, que pensa criticamente sobre sua prática pedagógica e se desenvolve profissionalmente com esse processo, ele precisa registrar seu Planejamento do Ensino. "Redigir o projeto não é uma simples formalidade administrativa. É a tradução do processo coletivo de sua elaboração [...]. Deve resultar em um documento simples, completo, claro, preciso, que constituirá um recurso importante para seu acompanhamento e avaliação." ::
Componentes do planejamento do ensinoO Planejamento do Ensino, chamado também de planejamento da ação pedagógica ou planejamento didático, deve explicitar:
as intenções educativas – por meio dos conteúdos e dos objetivos educativos, ou das expectativas de aprendizagem;
como esse ensino será orientado pelo professor – as atividades de ensino e aprendizagem que o professor seleciona para coordenar em sala de aula, com o propósito de cumprir suas intenções educativas, o tempo necessário para desenvolvê-las);
como será a avaliação desse processo.
:: Conteúdos e objetivosConteúdo é uma forma cultural, um tipo de conhecimento que a escola seleciona para ensinar a seus alunos. Informações, conceitos, métodos, técnicas, procedimentos, valores, atitudes e normas são tipos diferentes de conteúdos. Informações, por exemplo, podem ser aprendidas em uma atividade, já o algoritmo da multiplicação de números inteiros, que é um procedimento, não. Esse é um tipo de conteúdo cuja aprendizagem envolve grandes intervalos de tempo e que necessita de atividades planejadas ao longo de meses, pelo menos. Valores são conteúdos aprendidos nas relações humanas, ocorram elas no espaço escolar ou não. Muitas vezes, aprender um valor pode significar também mudar de valor, o que torna o ensino e a aprendizagem de valores, e de atitudes também, um processo complexo, que não se resolve apenas com a preparação de atividades localizadas. Em uma escola onde o respeito mútuo e o combate a qualquer tipo de preconceito de gênero, de etnia ou de classe social estejam ausentes no dia-a-dia, não há como ensinar valores e atitudes por meio de atividades ou “sérias conversas” sobre esses temas. Os conteúdos do Planejamento do Ensino são aqueles que guiaram a escolha das atividades na elaboração do plano e são os conteúdos em relação aos quais o professor tentará observar, e avaliar, como se desenvolvem as aprendizagens, pois isso não seria possível fazer com relação a “todos” os conteúdos presentes na atividade.

Mais conteúdos de planejamento e atividades:: ObjetivosOs objetivos educativos do Planejamento do Ensino, também chamados objetivos didáticos ou específicos, ou ainda de expectativas de aprendizagem, definem o que os professores desejam que seus alunos aprendam sobre os conteúdos selecionados. A forma tradicional de redigir um objetivo é utilizar a frase “ao final do conjunto de atividades, cada aluno deverá ser capaz de...”. Não há problema em definir dessa forma os objetivos no Planejamento do Ensino, desde que os alunos não sejam obrigados a atingi-los todos ao mesmo tempo. É possível definir esses objetivos descrevendo as expectativas de aprendizagem da forma que for mais fácil de compreendê-las. Os objetivos educativos do Planejamento do Ensino são importantes porque muitos conteúdos, os conceitos científicos entre eles, são aprendidos em processos que se complementam ao longo da escolaridade. Por exemplo, se um aluno das séries iniciais do Ensino Fundamental afirmar que célula é uma “coisa” muito pequena que forma o corpo dos seres vivos, pode-se considerar que seu conhecimento sobre o conceito de célula está em bom andamento. Mas, se esse for um aluno de 1a série do Ensino Médio, então, ele está precisando aprender mais sobre esse conceito. Os objetivos educativos do Planejamento do Ensino definem o grau de aprendizagem a que se quer chegar com o trabalho pedagógico. São faróis, guias para os professores, mas não devem se tornar “trilhos fixos”, em seqüências que se repetem independentemente da aprendizagem de cada aluno.:: Organização das atividades

Organizar as atividadesA principal função do conjunto articulado de atividades de ensino e aprendizagem que devem compor o Planejamento do Ensino é provocar nos alunos uma atividade mental construtiva em torno de conteúdo(s) previamente selecionado(s), no Projeto de Escola, no Planejamento do Ensino ou durante sua realização. Ao escolher uma atividade de ensino e aprendizagem para desenvolver com seus alunos, o professor precisa considerar principalmente a coerência entre suas intenções – explicitadas pelos conteúdos e objetivos – e as ações que vai propor a eles. Precisa também pensar em como aquela atividade irá se articular com a(s) anterior(es) e com a(s) seguinte(s). Uma atividade que está iniciando o trabalho sobre um ou mais conteúdos é muito diferente de uma atividade na qual os alunos estão discutindo um problema real, visto no jornal, por exemplo, baseados em seus estudos anteriores sobre conceitos que estão em jogo no problema. As atividades devem ser de acordo com aquilo que se quer ensinar, seja a curto, médio ou longo prazo. A diversidade é uma de suas características principais: assistir a um filme, a uma peça teatral ou a um programa de TV; realizar produções em equipe; participar de debates e praticar argumentação e contra-argumentação; fazer leituras compartilhadas (em voz alta); práticas de laboratório; observações em matas, campos, mangues, áreas urbanas e agrícolas; observações do céu; acompanhamento de processos de médio e longo prazo em Biologia e Astronomia. Idas a museus, bibliotecas públicas, exposições de arte. Pesquisa em livros e revistas, com ou sem uso de informática e Internet. Assistir a uma exposição por parte do professor. Novamente, deve-se insistir no fato de que a seqüência de atividades que compõe o Planejamento do Ensino deve levar em conta as experiências dos próprios alunos no decorrer de cada atividade escolhida. Existem planos que se realizam quase integralmente, os que se realizam em grande parte, ou aqueles que, simplesmente, precisam ser refeitos tendo como critério a avaliação da aprendizagem dos alunos. :: Avaliação continuadaA avaliação continuada, ou mediadora da aprendizagem, indispensável no Planejamento do Ensino, é o instrumento por meio do qual o professor procura observar o desenvolvimento de seus alunos à medida que o processo de ensino e aprendizagem está em andamento. Essa observação tem por objetivo regular as atuações do professor, ou seja, dar a ele informações para que seja possível decidir se o que foi traçado no planejamento está correspondendo ao esperado ou não. Sendo que, no segundo caso, o professor precisa, então, refletir sobre o que deve mudar para que as aprendizagens esperadas comecem a se realizar ou melhorem. É importante frisar que essa avaliação não tem por objetivo dar nota aos alunos, mas sim regular o processo de ensino e aprendizagem. Quando uma professora inicia seu trabalho em uma 2ª série e percebe que quase metade de seus alunos não consegue ler um pequeno bilhete de boas-vindas que ela havia preparado, então, deve começar a pensar no que fazer imediatamente, ou seja, tem que pensar em como irá articular as atividades de forma a proporcionar o desenvolvimento da leitura a todos os alunos, cada um partindo do estágio em que se encontra. Sempre que um professor dá início ao trabalho com algum conteúdo, deve observar o que os alunos já sabem sobre esse conteúdo. Essa avaliação pode ser chamada de inicial Mas ela não se refere ao início do ano ou do bimestre e, sim, ao início do trabalho pedagógico com um determinado conteúdo. A avaliação inicial auxilia o professor a ajustar seu plano de ensino, principalmente considerando as diferenças entre seus alunos no momento de desenvolver as atividades selecionadas no planejamento. Quando um professor de Ciências descobre que seus alunos da 6a série não conseguem resolver problemas porque têm dificuldades de leitura, deverá, então, colaborar com o desenvolvimento da competência leitora de seus alunos, ainda que trabalhando com textos específicos de sua área, como por exemplo, de divulgação científica, textos expositivos ou argumentativos. Ao refletirmos sobre a avaliação mediadora do ensino e da aprendizagem em sala de aula, explicitamos uma função importante do Planejamento do Ensino: ser a referência que o professor utiliza para avaliar continuamente o processo de ensino e aprendizagem, com o propósito de garantir as aprendizagens dos alunos naqueles conteúdos eleitos no Planejamento.


Texto original: Vinicius Signoreli
Edição: Equipe EducaRede

http://www.educarede.org.br/educa/oassuntoe/index.cfm?pagina=interna&id_tema=15&id_subtema=1&cd_area_atv=2

MAPA CONCEITUAL



O texto "ALUNO: sujeito do conhecimento" aborda questões que facilitam a atuação do professor de ciências naturais em sala de aula: questões básicas que vão desde o planejamento das aulas pelo mesmo até toda a dinâmica que circunda o aluno, tanto na esfera social quanto cultural e que, em alguns momentos, o profissional deixa de levar em consideração essas variáveis que tem um importante papel dentro do processo de ensino e aprendizagem. O mapa acima retrata essas variáveis e mostra a relação entre eles. É importante ressaltar esses pontos pois, quando os mesmos não são considerados, há um empobrecimento e uma não significância nos conteúdos trabalhados.


EQUIPE: Adriana Bruni, Juliana Mendes, Marcelo Santos, Patricia Marinho e Rosilene Estrela

PROJETO COMENDO SAÚDE E PRODUZINDO ALEGRIA

Acadêmicas: Adriana Loiola Bruni e Nildes Costa Alves

Problema: Qual a importância dos alimentos em nosso organismo e como eles se tornam realmente nutrientes úteis às funções vitais que este realiza?

Público alvo: Estudantes adultos da 7ª série do curso Fundamental –turno noturno

Objetivos Gerais:
* Conhecer a importância dos alimentos como fonte de energia
* Compreender que uma alimentação equilibrada é indispensável a uma boa saúde física mental e social.

Objetivos intermediários:
* Falar das propriedades nutricionais dos alimentos
* Identificando os diferentes tipos energéticos
* Apontar meios de elaboração de uma dieta equilibrada às diversas pessoas em diferentes faixas etárias e de acordo com as suas necessidades Kcal.reais diárias.
* Construir uma dieta de acordo com o sexo, idade e condições físicas e mentais de saúde.

JUSTIFICATIVA
Nos dias atuais as pessoas vivem sempre preocupadas com dietas milagrosas. Estas prometem que vão fazer estas perderem peso e ficarem com corpos esbeltos conforme os padrões de beleza impostos pela mídia. Desta forma muitas pessoas não se alimentam adequadamente ou comem coisas que o seu organismo não necessita, em respostas a isto acumulam um excesso de substâncias que não são absorvidas tornando-se ou obesas ou mal alimentadas tornando-se subnutridas, prejudicando desta forma o fluxo energético provedor das funções vitais que o organismo realiza.
Surge desta maneira, o questionamento em saber se alunos que cursam o ensino regular sabem qual a importância dos alimentos em nosso organismo e por quais processos estes alimentos se tornam nutrientes provedores de energia necessária para a realização das funções vitais de manutenção de um organismo saudável e capaz de realizar atividades físicas e mentais.
Este projeto tem como público alvo estudantes do turno noturno numa escola da região metropolitana de Salvador no bairro de Itinga. Estes estudantes desenvolvem uma dupla jornada, tendo um grande gasto de energia. Observa-se que muitos apesar de apresentarem uma constituição física saudável não conseguem apresentar uma disposição mental que os mantenham atinados ao que é transmitido em sala de aula. Queixam-se que estão muitos cansados e que não conseguem compreender o assunto que está sendo trabalhado.
Assim, possibilitar informações e orientações alimentares dentro de um contexto escolar que contemple o currículo regulamentar, englobando saberes prévios e os construídos após as devidas pesquisas sobre os alimentos e forma como estes são capazes de prover o organismo para realizarem as mais diversas atividades, possam vir a possibilitar a estes estudantes tirarem as suas próprias conclusões de como é importante saber o papel dos alimentos em nossa alimentação diária como provedores de energia e saúde.
Desta forma ao reportando o PCN´s de Ciências Naturais para o 3º ciclo este afirma:” trabalhar com o aluno os diferentes nutrientes, seus papéis na constituição e saúde do organismo conforme suas necessidades, reconhecendo aspectos socioculturais relativos a alimentação como forma endêmica e doenças resultantes de carência nutricional.(PCN de Ciências Naturais 1996:.73).
Portanto é de suma importância que o estudante conheça a importância de uma alimentação que o habilita a realizar tanto atividades físicas como mentais promovendo a sua saúde e conseqüentemente dando-lhe alegria de viver.
Paulo Freire ao se reportar a questão dos conteúdos escolares afirmava que se devia discutir com os educandos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina e indagava porque não estabelecer uma “intimidade” entre o saberes curriculares fundamentais aos educandos e a experiência social que eles têm como indivíduos ? .(FREIRE, 2003:30).
Pode-se perceber desta forma, que é importante o ensino de conteúdos escolares ligados a realidade concreta dos educandos, do que ensinar algo distante da sua vida cotidiana pois estes de certo serão muito mais significativos por fazer parte do seu cotidiano.
Esta proposta pretende articular saberes prévios dos estudantes aliados aos saberes que a Ciência apresenta com fins a uma qualidade de vida melhor tanto a nível individual como coletiva numa integração inter e multi- disciplinar para promover a compreensão de uma alimentação equilibrada como fonte de reserva ás necessidades diárias do organismo humano.
Assim serão trabalhados conteúdos conceituais onde o estudante poderá aprender quantas quilocalorias são necessárias para as diferentes faixas etárias, sexos e atividades realizadas são necessárias de acordo com o índice de massa corpórea(IMC) o indivíduo deve consumir. O estudante poderá a vir a compreender que se o organismo gasta mais energia do que consome isto pode vir a causar algum dano nele. Por certo poderá até desenvolver novos hábitos alimentares com fins a um melhor aproveitamento nos assuntos trabalhados em aula, organizando uma dieta que privilegie nutrientes diversos como alimentos plásticos, energéticos e reguladores como a vitaminas como fonte energética.
Torna-se, entretanto relevante abordar questões sociais, culturais e econômicas que interferem no consumo e aquisição de alimentos básicos para a manutenção de funções vitais do organismo humano, sem deixar de citar as enfermidades, tais como a diabete que impedem a ingestão de determinados nutrientes.
Portanto, levar o estudante do turno noturno compreender a importância dos alimentos a forma como são processados pelo o organismo e sua contribuição como fonte energética poderá inclusive ajudá-lo a vir mudar hábitos alimentares incorretos, construindo uma dieta que o ajude a melhorar possivelmente o seu desempenho escolar.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O ensino de Ciências no Brasil desde a sua implantação nos currículos escolares em 1864 na Escola Normal do Rio de Janeiro, de acordo com Mendes Sobrinho baseava-se na mera repetição de conteúdos transmitidos de forma verbal oral, sem nenhuma relação com a realidade na qual o aluno estava inserido (MENDES,2002).
Esta forma de ensino reproduzia uma visão cartesiana na qual “conhecimento racional implicava uma série de operações de decomposição da coisa a conhecer, buscando reduzi-la às suas partes mais simples” ( FILHO,2002:180). Desta forma o ensino de Ciências considerava que a realidade é que determina o conhecimento numa abordagem imediata e evidente do mundo, das coisas e dos homens.
Nesta perspectiva o modelo protótipo era a produção de um saber hegemônico, mecanicista autômato. Daí conhecer implicava s fragmentação do objeto reduzindo-o a seus componentes elementares.Nesta óptica o estudante não conhecia o objeto como um todo e sim as suas diversas partes, numa relação mecânica, ou seja de “decoreba”.
Na proposta sócio-interacionista o estudante é conduzido através da ação sobre o objeto de conhecimento é levado a estabelecer relações das diversas partes como um todo orgânico e funcional. Surge desta maneira a relevância dos professores trabalharem os conteúdos escolares de forma integrada, ou seja, fazendo a interdisciplinaridade entre os temas abordados para promoverem efetivamente a compreensão por parte dos educandos dos conteúdos que serão desenvolvidos numa proposta pedagógica.
Assim ao introduzir temas como a Alimentos e Saúde o professor deverá fazer uma diagnose no que se refere aos conhecimentos prévios que os estudantes trazem sobre o assunto. Desta forma poderá trabalhar conceitos, procedimentos e atitudes que se pretende que os mesmos desenvolvam ao longo de um ciclo (período letivo) procurando atingir os objetivos propostos numa abordagem sócio-interacionista previstas nos PCNS (Parâmetro Curriculares Nacionais) de Ciências Naturais-96.
Na proposta sócio-interacionista Rego reportando Vigotsky, vai dizer que o desenvolvimento humano “é o resultado das relações entre pensamento e linguagem, e o papel mediador da cultura na constituição do modo de funcionamento psicológico do indivíduo é o processo de internalização de conhecimentos e significados elaborados socialmente”. (REGO, 2003:76).
Portanto, se os significados são elaborados socialmente, deve caber ao professor desenvolver no educando ações que favoreçam a um aprendizado de valores e atitudes com fins a uma educação formal pautada na compreensão global dos fatores que interferem na produção, aquisição e consumo de alimentos, sua fonte energética para prover o indivíduo como uma melhor qualidade de vida .
Desta forma, o indivíduo tendo uma clara percepção dos meios que a mídia se utiliza para convencer os indivíduos sobre os produtos que devem consumir como e quando, impondo até de certa forma hábitos alimentares não condizentes até com a cultura dos sujeitos sendo o resultado a de uma exploração econômica sem compromisso sócio-cultural.
Desta forma, desenvolver um ensino pautado na ação-reflexão dos diferentes aspectos de um determinado objeto de estudo no caso a função dos alimentos no organismo poderá tornar-se mais significativo do que a mera repetição de conceitos pré-estabelecidos.

METODOLOGIA
Ao desenvolver um projeto que tem como objetivo fazer o aluno compreender a importância dos alimentos na formação do organismo sendo fonte de energia para a manutenção das funções vitais que este realiza para manter a vida e a saúde do indivíduo se faz necessário desenvolver certos procedimentos que por certo ajudarão nesta compreensão.
Desta forma ao introduzir o Projeto Comendo Saúde e Produzindo Alegria apresentando a problemática Qual a importância dos alimentos no nosso organismo e como eles se tornam realmente nutrientes úteis às funções vitais que este realiza? Pretende-se fazer o aluno levantar hipóteses sobre os alimentos e a sua relação com a manutenção das funções vitais que o organismo humano realiza fazendo-se um levantamento prévio das suas proposições.
Num segundo momento fazer uma explicitação das respostas intuitivas dos estudantes, pois estes dados de acordo com Zabala são cruciais para saber que conhecimentos têm os alunos do tema tratado. Nesta oportunidade convém organizá-los em pequenos grupos incentivando para que todos participem da discursão a cerca do tema apresentado (ZABALA,1998:73). Nesta forma de ensino o papel mediador do educador é relevante pois ele estimulará a participação do grupo para a busca de soluções coletivas.
Dando continuidade ao desenvolvimento do projeto vai se propor que os mesmos busquem informações a respeito do tema gerador da problemática apresentada para que elaborem suas conclusões. Isto será realizado através de fontes variadas de informações tais como artigos de jornais, de revistas informativas, de livros didáticos e de pesquisas. Poderá ser utilizado vídeos e outros multimeios que colaborem na compreensão do tema abordado.Reportando Paulo Freire que afirma que “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino... pois pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar a novidade”.(FREIRE, 2003:29).
Portanto quando o educador propõe aos educandos uma pesquisa com fins a aquisição de conhecimentos que os mesmos ainda não dispõe sobre um determinado tema, ele também vai estar pesquisando e aprendendo junto aos seus discípulos os conteúdos que os ajudarão na elucidação do problema.
Estes procedimentos por certo visam promover a interação dos estudantes promovendo a participação e a interação entre os seus membros da comunidade escolar num processo interativo com fins a uma aprendizagem significativa.
Os trabalhos que serão realizados em grupos têm como objetivo o desenvolvimento da zona proximal, pois de acordo com Rego ao se reportar a Vygotsky esta zona de desenvolvimento vai definir aquelas funções que ainda não amadureceram que estão em processo.(REGO, 2003:73) Desta feita, o aluno que apresentar alguma dúvida ou dificuldade de entendimento nos conteúdos trabalhados poderá com ajuda do colega ou do mediador superar esta dificuldade apresentada, superando esta etapa e passando para um desenvolvimento potencia nas suas realizações acadêmicas.
O importante, todavia será o desenvolvimento de atividades seqüenciadas tais como leituras de textos em grupo ou pelo professor, atividades escritas produzidas pelos educandos visando chegar a uma culminância do projeto. Este supõe que os estudantes ao chegarem ao final da etapa de conclusão do projeto já estejam aptos a elaborar uma dieta equilibrada para as suas reais necessidades calóricas e energéticas e assim possam provavelmente melhorar o seu aprendizado.

APRESENTAÇÃO
Este projeto tem como finalidade propor atividades seqüenciadas para desenvolver no aluno do turno noturno da Escola Municipal Eurides Santana, localizada no município de Lauro de Freitas, a compreensão da importância dos alimentos consumidos diariamente, como fonte de energia necessária para o organismo realizar suas funções vitais de manutenção física, mental e orgânica.
Para este fim se pretende desenvolver um conteúdo pautado em conceitos sobre funções vitais, metabolismo, nutrientes e fontes energéticas. Abordando-se a postura de levar ao estudante no que tange ao procedimento de buscar informações sobre o tema abordado neste projeto Comendo Saúde produzindo Alegria, pretendendo fazer o aluno perceber a importância de uma alimentação adequada às suas necessidades diárias calóricas.
A metodologia utilizada será construtivista sócio - interacionista, visto que o estudante como um sujeito histórico-social e concreto vive integrado numa sociedade e nela estabelece relações onde são realizado a construção de significados que vão ser significativos para um determinado grupo. Assim através da sua ação no meio o sujeito histórico se constrói construindo a sua história.
Este sujeito histórico pertence a uma sociedade que autoriza a Escola como instituição social a exercer uma função educadora e transmissora de conhecimentos elaborados socialmente. Assim, sendo norteada por um currículo que abrange os objetivos de uma educação globalizada, a escola como instituição formadora pode incluir no seu programa pedagógico informações previstas do PCN’S de Ciências Naturais sobre o SER Humano e SAÙDE adotando o tema Alimentos e Sociedade para melhor prover o aluno de informações úteis a sua inserção na sociedade, propondo ações concretas que o ajudem a adquirir uma melhor qualidade de vida individual, mental e social
O público alvo são alunos da classe trabalhadora que no horário noturno voltam às atividades acadêmicas tendo como requisito a uma melhora social. Daí a relevância deste projeto em poder proporcionar a este estudante informações que o ajudem a compreender a importância dos alimentos como fonte geradora de energia e por quais mecanismos estes se tornam nutrientes indispensáveis a uma boa condição física, mental e social. Pois conhecendo tais conteúdos possam adquirir novos hábitos alimentares que venham até ajudá-los em seu aprendizado escolar e conquistar uma melhor qualidade de vida...

PLANO DE AULA COM BASE NOS TRÊS MOMENTOS PEDAGÓGICOS

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – CIÊNCIAS NATURAIS
PÚBLICO ALVO: ENSINO FUNDAMENTAL - 5ª SÉRIE
EIXO TEMÁTICO: O MEIO AMBIENTE
UNIDADE
PROBLEMATIZAÇÃO/SISTEMATIZAÇÃO/APLICAÇÃO
I
Afinal de contas, o que é Meio Ambiente?
Ecologia, a ciência que estuda o ambiente;
Ecossistemas: onde a vida acontece;
Cadeias Alimentares: transferência de energia
As relações entre seres vivos
A partir do conteúdo apresentado, realizar atividades que possam fazer com que o aluno identifique os elementos que constitui e que caracterizam o meio ambiente.
(Entender para preservar!)

II
Do que é feito o solo?
O que existe no solo (constituição);
Utilização do solo;
Importância do solo;
Conhecendo o solo brasileiro.
A partir do conteúdo apresentado, realizar atividades que possam fazer com que o aluno identifique os elementos que compõe o solo e qual a importância dele para o ambiente.

III
Será que a água um dia vai acabar?
O que é água? Composição;
Importância e Utilização da água;
Propriedades da água e transformações físicas;
Tipos e tratamentos da água
A partir do conteúdo apresentado, realizar atividades que possam fazer com que o aluno conheça o ciclo da água, seus constituintes e sua importância para a preservação.

IV
Por que o ar é tão importante para os seres vivos?
O que é o ar? Composição;
O Ar protege a terra (atmosfera);
Propriedades do ar;
Importância do ar para o ambiente.

A partir do conteúdo apresentado, realizar atividades que possam fazer com que o aluno entenda a importância do ar de forma que possam ser evitadas as atitudes que prejudiquem o ambiente.


SUGESTÃO PARA ENCERRAMENTO: realizar uma feira/exposição com as impressões que os alunos construíram ao longo do ano letivo, sempre enfatizando as respostas para os questionamentos apresentados em cada unidade, fazendo referência com o seu contexto (escola, familiar etc) e com a participação das outras disciplinas curriculares.

EQUIPE: Adriana Loiola, Patrícia Marinho, Juliana, Marcelo, Tatiana, Ádila, Adriana Chagas, Andréa, Roselene Estrela, Camila, Gildeon e Alcindo

OS TRÊS MOMENTOS PEDAGÓGICOS

PROBLEMATIZAÇÃO
Os “Três Momentos Pedagógicos” é uma ferramenta utilizada pelos professores/educadores na elaboração do currículo escolar?

SISTEMATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
Os Três Momentos Pedagógicos constitui em uma possibilidade em se estabelecer pelo docente com a sala de aula uma dinâmica dialógica que contribui e favorece a construção/reconstrução do conhecimento. Caracteriza-se por três etapas: a problematização inicial, a sistematização do conhecimento e a aplicação do mesmo.

PROBLEMATIZAÇÃO
Função: ligar o conteúdo trabalhado a situações do cotidiano do aluno (conhecimento e experimentação), dentre as quais os conhecimentos “prévios” não são capazes ou suficientes para explicar tal ocorrência.
Pode ocorrer em dois sentidos:
I – A partir de noções já apresentadas pelo aluno sobre a questão, independente da origem; e
II – A partir da necessidade de aquisição de conhecimentos outros, que ele não detém.
Postura do Professor:
- questionador;
- lançador de dúvidas;
- evitar dar explicações, favorecer a postura/resposta dos alunos frente aos questionamentos.
* A problematização deve ser contextualizada e estar também ligada ao conteúdo de Ciências Naturais a ser trabalhado.

SISTEMATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
O conhecimento da área em questão necessário para compreensão do tema e da problematização deverão ser sistematizados com a orientação dos professores, de forma a favorecer o processo ensino/aprendizado.
O conteúdo sistematizado visa o entendimento por parte dos alunos a:
I – perceber a existência de outras visões /explicações para os “problemas”; e
II – comparar este conhecimento com o seu, usando-o para melhor interpretar tais “problemas”.

APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO
A partir da sistematização do conhecimento, este deverá ser usado para analisar e interpretar as situações propostas, tendo como conseqüência a construção/reconstrução o conhecimento.
É importante lembrar que o professor dispõe de orientações fornecidas pelo Ministério da Educação (PCN´s), onde são colocadas as habilidades que os alunos deverão apresentar ao findar cada série cursada da educação básica, habilidades estas relacionadas ao nível de desenvolvimento cognitivo do aluno e dotando-os de estruturas que facilitarão a construção dos conhecimentos na próxima etapa. Além destas orientações, os PCN´s apresentam os eixos temáticos que nortearão os estudos durante o ensino fundamental (que compõem o currículo básico) e os temas transversais (onde podem ser trabalhados as especificidades da região, questões ligadas a formação cidadã do aluno e temas contemporâneos). Os livros didáticos obedecem esta orientação e trazem os conteúdos sistematizados.

APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO
Posto os “Três Momentos Pedagógicos” será apresentado como poderia ser feito a organização do currículo escolar baseado nesta metodologia:
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR – CIÊNCIAS NATURAIS
PÚBLICO ALVO: ENSINO FUNDAMENTAL - 5ª SÉRIE
EIXO TEMÁTICO: O MEIO AMBIENTE


EQUIPE: Adriana Loiola, Patrícia Marinho, Juliana, Marcelo, Tatiana, Ádila, Adriana Chagas, Andréa, Roselene Estrela, Camila, Gildeon e Alcindo

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA TERCEIRO E QUARTO CICLOS

» Subsídio ao educador para a elaboração de planejamentos e para a condução do processo de aprendizagem de seus estudantes.
Planejamento: unidades e projetos

» Um planejamento anual é composto por unidades ou projetos para a abordagem de temas de trabalhos escolhidos.

» O projeto é uma forma de trabalho em equipe que favorece a articulação entre os diferentes conteúdos da área de Ciências Naturais e desses com os de outras áreas do conhecimento e temas transversais.

Temas de trabalho e integração de conteúdos
» Consideração da interdisciplinaridade e da multidisciplinaridade.
Problematização

» Construção do conhecimento a partir das explicações obtidas pelos estudantes fora da escola a respeitos de fenômenos naturais.

» Um processo de problematização conduzido da maneira proposta, permite que os movimentos essenciais do desenvolvimento intelectual do aluno aconteçam.

Busca de informações em fontes variadas
» Observação, experimentação, leitura, entrevista, uso da informática.
» Além de permitir ao estudante obter informações para a elaboração de suas idéias e atitudes, é fundamental para o desenvolvimento de autonomia com relação à obtenção do conhecimento.

Friday, September 29, 2006

MINI-AULA DE ENSINO DE CIÊNCIAS : TEXTO 06 X OS TRÊS MOMENTOS PEDAGÓGICOS

A proposição contida nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estrutura o currículo da educação fundamental em temas transversais que estariam contidos em todos os programas das disciplinas. Por sua vez, cada disciplina também é internamente estruturada segundo eixos temáticos. Os PCNs propõem os seguintes temas transversais:
· Ética
· Educação sexual
· Pluralidade cultural
· Meio ambiente
· Saúde
· Trabalho e consumo

Para Ciências Naturais, são proposto os seguintes eixos temáticos:
· Terra e Universo
· Vida e Ambiente
· Ser Humano e Saúde
· Tecnologia e Sociedade

"A transposição didática realizada no âmbito escolar não só simplifica parte significativa dos conhecimentos universais produzidos, ms também exclui outro tanto da programação das disciplinas."(DELIZOICOV,2002)

Problematizações:

1. Por que se prioriza o ensino de determinados assuntos?
2. Por que se omitem conteúdos igualmente importantes?
3. Quais critérios direcionam a inclusão e a exclusão dos conhecimentos científicos produzidos, que são cada vez mais volumosos, relevantes e mesmo surpreendentes?
4. Quais conteúdos constarão ou não na programação da disciplina Ciências?

FICHAMENTO III
· "[...]devemos ensinar o que aprendemos, com metodologias mais inovadoras[...]" [274]
· "[...]articulação entre temas e conceitos científicos FREIRE (1975) denomina de redução temática[...]"[274]
· "[...] conteúdos programáticos escolares [...] serão desenvolvidos com base na dimensão dialógica e problematizadora, que pode favorecer a apropriação do conhecimento científico pelos educandos."[274]
· "O desafio [...] é a articulação estruturada entre temas e conceituação científica, além do conhecimento prévio do aluno, o queal precisa ser obtido, problematizado e superado." [278]
· Conceitos Unificadores (Angotti, 1993): "Eles podem dirigir as totalidades, sem descaracterizar as necessárias fragmentações." [278]
* Transformações
* Regularidades
* Energia
* Escala

TRÊS GRANDES EIXOS BALIZADORES QUE ESTRUTURAM A ATUAÇÃO DO DOCENTE NESSA PERSPECTIVA DE EDUCAÇÃO:
1. O conhecimento que se quer tornar disponível
2. As situações significativas envolvidas nos temas e sua relação com a realidade imediata em que o aluno está inserido
3. Os fatores ligados diretamente à aprendizagem

QUALIDADE DOS LIVROS DIDÁTICOS:
Os livros didáticos disponíveis no mercado, além de apresentarem deficiências já apontadas em vários trabalhos de pesquisa, estão organizados segundo sequências rígidas de informações e atividades.

QUESTÕES DE LINGUAGEM
No ensino fundamental os alunos ainda têm dificuldade em lidar com a linguagem escrita.
A iniciação dos alunos no universo letrado é um dos objetivos básicos dessa etapa de ensino.Quando se trabalha na perspectiva de um conhecimento que se constrói, a necessidade da pesquisa e do registro faz com que a utilização da escrita e da leitura seja uma constante, qualquer que seja a área do conhecimento em que se esteja trabalhando. Escrever e ler passam a ter significado, são instrumentos essenciais de comunicação e registro de um processo coletivo de produção.

Wednesday, September 06, 2006

A título de dar continuidade a questão levantada anteriormente

Que contribuições podem ser destacadas na abordagem articulada Ciência-Tecnologia?

Dê uma olhada nessa reportagem http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3&noticia=198, que levanta a questão da tecnologia nas práticas de esportes.

Vale a pena comentar!

Artigo

As chaves para uma Educação de Qualidade:
Cooperativismo, Bem Público e Internacionalização.

Por Adriana Loiola Bruni
(Graduanda do 5º semestre de Lic. em Ciências Naturais na UFBA)

O fato de que a Educação precisa ser transformada, que a qualidade do ensino é precária e que os professores e alunos estão insatisfeitos com tal situação, são afirmações que embasam a necessidade de debater esta temática na atualidade.
Um dos possíveis caminhos para que as análises apresentadas anteriormente possam atuar na construção de uma Educação qualificada, é pautar a necessidade de transição do modelo magistral, arcaico, tradicional, para o modelo cooperativo, grupal, que considere as particularidades dos estudantes, sua criatividade, seu conhecimento prévio e suas habilidades resultantes da vivência em sociedade.
Visto que, “Os professores são os principais responsáveis no momento de empreender, com êxito, qualquer inovação na Educação.” (CEBRIÁN,1999,p.121), estes precisam compreender que os métodos de ensino que funcionaram no momento histórico da sua formação, não funcionam com essa geração que está hoje estabelecida. Pois economicamente vivemos na era da interdependência global com a internacionalização da economia e a super valorização da comunicação e informação.
E com a presença de toda essa tecnologia, o professor tem que considerar também que o estudante de hoje, vive no mundo das imagens e isso reflete no seu modo de ver e compreender a realidade de maneira significativa.
Uma outra chave para se alcançar uma educação de qualidade é torná-la um bem público. Infelizmente, não basta apenas criar leis pra garantir esta ação. A realidade nos mostra muito bem isso através da Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade;

Apesar da existência desta Lei, a todo o momento ela não é cumprida. E sua violação por parte do Estado, é um duplo desrespeito para com o cidadão que paga seus impostos em dia e tem direito garantido em constituição a ter acesso a uma educação pública e de qualidade. Contudo, a educação só será dita pública, no dia em que for de igual qualidade para todos.
Assim, “se aceitamos que a Educação particular é de melhor qualidade do que a pública, estamos aceitando também que não há educação pública” (TORO,1996,p.117).
Outro entrave que temos com a “dita” Educação Pública é a sua qualidade. É indiscutível essa necessidade de melhoria, uma vez que a maioria dos alunos, presentes nas escolas públicas, são pessoas de baixa renda, que não possuem outras alternativas para captar conhecimentos que lhe foram sonegados nas salas de aula. Ou seja, os estudantes da rede pública de ensino, que se inserem nas características agora citadas, se não possuem , possuem muito pouco acesso a internet, livros atuais, aulas de reforço particular, etc. Enquanto que os alunos provenientes das classes dominantes, facilmente compensariam a má qualidade do ensino.
A terceira chave para uma educação de qualidade consiste em formar alunos com uma mente internacional. Como já foi abordado, nosso momento histórico atual é de internacionalização da economia, mercados e finanças, e a super valorização da comunicação e informação.
Não é mais uma questão de aprovar ou reprovar, aceitar ou rejeitar as inovações: esse é um caminho sem volta, pelo menos para aqueles que não querem ficar à margem do desenvolvimento. Não se pode admitir a indiferença em relação a esse novo cenário ou, ainda, a tecnofobia, fruto da dificuldade em aceitar o novo, o desafio e as novas relações com o saber.
8 Os três entraves principais:
1) As pessoas que tem acesso a essas tecnologias constituem, ainda, uma privilegiada minoria da população mundial.
2) Não só os alunos, mas também os professores, precisam adquirir habilidades mínimas para que as supervias de informação possam ocupar o papel que lhes cabe no mundo da educação. Isso não é o que se observa nas escolas públicas brasileiras.O universo interativo das redes produz não só uma superabundância de informação, mais também uma avalanche de lixo que nem todos os alunos – ou mesmo professores – são capazes de filtrar.

Fichamento I

“Conhecimento: Científico e Cotidiano”

  • “A ciência não está amparada na verdade religiosa nem na verdade filosófica [...]”
    Ex.: Tonsilas (amídalas) e Apêndice Vermiforme (apendicite)
  • “[...] pessoas sem baço e sem tonsilas apresentavam resistência imunológica comprometida em alguns casos.”
  • “[...] a experimentação e a base lógica da ciência não lhe garantem a possibilidade de produzir conhecimentos inquestionáveis e válidos eternamente.”
  • Produção de conhecimento sem a base lógica e experimental da ciência
  • Sobrevivência nem sempre Científica
  • Exemplos de Conhecimentos Cotidianos:
    1) “Há algum fundo de verdade na afirmação de que comer manga e leite faz mal?”
    2) “Será que é verdade que esse tipo de mandioca crua é venenosa?”
    a. “[...]os índios conseguiram estabelecer uma série de verdades sobre a mandioca, seu caráter venenoso por exemplo, e conseguiram ainda propor métodos para eliminar a toxicidade da planta através do processamento de suas raízes.
  • Funcionam em condições específicas.
  • “[...] não se pode dizer que entre o conhecimento cotidiano e científico exista contradição, ou mesmo que um seja correto e o outro errado [...]”
  • “A própria designação do conhecimento cotidiano como “senso comum” é, em si, questionável, uma vez que existe uma certa conotação depreciativa na expressão.”
  • “[...] a [...] escola [...] deve [...] proporcionar acesso a outras formas de conhecimento que, muitas vezes, constituem explicações alternativas [...] às crenças da coletividade.”
  • “[...] a tarefa de estabelecer a distinção entre conhecimento cotidiano e conhecimento científico não é fácil, pois isso deve ser feito sem desfazer o amálgama social representado pelas crenças de um povo.”
  • Especificidades do conhecimento cotidiano e do conhecimento científico
  • “Os alunos têm fácil acesso àquilo que denominamos “conhecimento cotidiano” e não deixaram de tê-lo ao ingressarem na escola.”
  • Obrigação da Escola: Proporcionar o acesso a outras formas de conhecimento, como o artístico, cultural e científico.
  • O conhecimento científico apresenta especificidades evidenciadas pelo contraste com o conhecimento cotidiano em cinco características principais.
  • Contradições
  • “O conhecimento científico não convive pacificamente com as contradições.” – Hipóteses Rivais – o objetivo de uma é destruir a outra.
  • “O conhecimento cotidiano, por outro lado, é muito permissivo com as contradições, chegando mesmo a ser sincrético.” – Admitindo como válidas diferentes fontes de informação, como religião, cultura e até mesmo a ciência, o que geralmente conduz a situações contraditórias.
  • “O conhecimento cotidiano procura, muito mais, interações entre as partes conflitantes, procurando compatibilizá-las.
  • Terminologia
  • “[...] são criados termos que sintetizam idéias complexas, conhecidas por aqueles que dominam aquele ramo da ciência.”
  • “A terminologia científica não deveria ser vista simplesmente como uma maneira diferente de nomear fenômenos, por duas razões.”
  • “[...] trata-se de um código de compactação e não de um código criptográfico.”
  • Código de compactação: tenta juntar informação agregando significados.
  • Código Criptográfico: procura esconder significados.
  • “O conhecimento cotidiano é mais flexível com relação aos termos que utiliza.” – Variações Regionais e Superposição de significados.
  • Independência de Contexto
  • “O conhecimento científico busca afirmações generalizáveis, que possam ser aplicadas a diferentes situações.”- Preferência pelo abstrato e pelo simbólico.
  • “O conhecimento cotidiano, por outro lado, está fortemente apegado aos contextos nos quais é produzido.” – Preferência pelo concreto e o real.
  • “As folhas de mandioca, por exemplo, são descartadas como fonte de alimento, pelo saber cotidiano, mas a ciência garante que são excelente alimento, tomadas às mesmas precauções daquelas em relação às raízes.” – Maniçoba.
  • Interdependência Conceitual
  • Conhecimento Científico = Castelo de cartas: não em referência a sua solidez, mas sim pela interdependência entre suas diversas partes.
  • “O fato de o método funcionar num determinado contexto não permite aplicar as mesmas idéias em situações diferentes.
  • Socialização
  • “Existe uma marcante diferença entre a maneira pela qual a maioria das pessoas trava contato com os conhecimentos científicos.” – Também é uma questão de Oportunidade.
  • “Desde os primeiros meses de vida, as crianças já têm acesso ao conhecimento cotidiano.”
  • Adolescência: Hora certa para um ensino de ciências bem-sucedido.
  • Constatação: Existe uma acentuada diferença na socialização dos conhecimentos. O cotidiano é precoce e o científico é tardio.

CONCLUSÃO: “[...] uma aproximação dos conceitos científicos, tarefa própria da escola, não pode ser feita apenas levando-se em conta as características próprias do conhecimento, mas deve também levar em consideração as características dos alunos, sua capacidade de raciocínio, seus conhecimentos prévios, etc.”

Fichamento II

Aluno: sujeito do Conhecimento
Sujeito do Conhecimento: o entorno e a aprendizagem
Por Adriana Loiola Bruni
(Graduanda do 5ºSemestre de Lic. Em Ciências Naturais na UFBA)



  • “[...] aluno é, na verdade, o sujeito de sua aprendizagem; é quem realiza a ação[...]” 01
    “[...] aprendizagem é um processo interno que ocorre como resultado da ação de um sujeito.” 02
  • “Só é possível ao professor, mediar, criar condições, facilitar a ação do aluno de aprender, ao veicular um conhecimento como seu porta-voz.” 03
  • “[...] a aprendizagem [...] só se constrói em uma interação entre esses sujeitos e o meio circundante, natural e social.” 04
  • “Sabe-se com base na vivência cotidiana, que as pessoas aprendem o tempo todo.” 05
  • “Dirige-se toda a preocupação para o desempenho do docente, sem considerar os efeitos que ele está tendo sobre os alunos – sem pensar, de fato, em que tipo de aprendizado se está propiciando e por que se está investindo nessa forma de ensinar.” 06
  • “Até mesmo os portadores do discurso em favor da tendência construtivista são, muitas vezes, “atropelados” pelo ensino tradicional, discursivo, centrado no sujeito que ensina, a sujeitos que aprendem “a partir do nada”.” 07
  • “Não se pára muito para pensar no por que da seqüência e dos tópicos escolhidos pelos livros ou guias curriculares.” 08
  • “Em geral, não se avalia nem a relevância desses tópicos nem a possibilidade de sua aprendizagem pelo aluno.” 09
  • “Como se fosse possível pensar as Ciências da Natureza sem um domínio de suas linguagens matemáticas ou explicativas.” 10
  • “Reconhecer o aluno como foco da aprendizagem significa considerar que os professores têm um papel importante de auxílio em seu processo de aprendizagem [...] é preciso pensar sobre quem é esse aluno.” 11
  • "Neste início de século, questões como as apresentadas na 2ª parte surgem diariamente nos noticiários, qualquer que seja o veículo utilizado.” 12
  • “[...] o destaque decorre das possibilidades que esses eventos tem de produzir impactos econômicos, sociais e ambientais.” 13
  • “Os conhecimentos científicos fazem-se presentes no cotidiano, tanto por intermédio dos objetos e processos tecnológicos que permeiam as diferentes esferas da vida contemporânea quanto pelas formas de explicação científica, com a disseminação de sua terminologia e a divulgação fragmentada de seus resultados e modelos explicativos, usados para validar ou questionar decisões políticas, econômicas e, muitas vezes, até “estilos de vida”.” 14
  • “A ciência não é mais um conhecimento cuja disseminação se dá exclusivamente no espaço escolar, nem seu domínio está restrito a uma camada específica da sociedade, que a utiliza profissionalmente. Faz parte do repertório social mais amplo, pelos meios de comunicação e influencia decisões éticas, políticas e econômicas, que atingem a humanidade como um todo e cada indivíduo particularmente.” 15
  • “A escola será inserida neste mundo em mudança.” 16
  • “A maioria dos professores da área de Ciências Naturais, ainda permanece seguindo livros didáticos, insistindo na memorização de informações isoladas, acreditando na importância dos conteúdos tradicionalmente explorados e na exposição como forma principal de ensino.” 17
  • “A formação dos professores de ciências também parece não se ter dado conta ainda da mudança ocorrida no perfil dos alunos das escolas, principalmente no ensino fundamental.” 18
  • “[...] no final dos anos 90 e início de 2000, houve forte investimento na expansão do ensino médio, a qual pode, na primeira década do milênio, alterar novamente este quadro.” 19
  • “Esse novo quadro aponta para a presença de escolas fundamentais em espaços onde nunca esteve anteriormente (entre outros, na periferia urbana e nas cidades de pequeno porte), trazendo novo perfil de aluno e novos desafios, principalmente no que concerne à escola pública, que atinge majoritariamente os que antes não tinham acesso à escolaridade.” 20
  • “Muitas vezes tem sido a construção de muros, o isolamento da realidade ao redor. É um pouco como se a sala de aula precisa-se ser esterilizada, asséptica, liberada de tensões, para que o ensino e a aprendizagem possam ocorrer. Os muros visíveis e invisíveis parecem crescer em torno da escola, “protegendo-a” do mundo que, insidiosamente acaba por invadi-la, infiltrando-se sorrateiramente ou mediante a violência, que destrói prédios e equipamentos e/ou agride professores e dirigentes.” 21


    01. Página 122 02. Página 122 03. Página 122 04. Página 122
    05. Página 123 06. Página 124 07. Página 124 08. Página 124
    09. Página 124 10. Página 125 11. Página 125 12. Página 126
    13. Página 126 14. Página 126 15. Página 127 16. Página 127
    17. Página 127 18. Página 127 19. Página 128 20. Página 128
    21. Página 128

Espero que esse fichamento auxilie a turma, a compreender melhor o nosso trabalho da próxima aula de Ensino. Esses tópicos, resumem um pouco do que a minha equipe estará abordando em sala de aula- Sujeito do Conhecimento: o entorno e a aprendizagem -, desta forma, acredito que a dinâmica da turma estará fortalecida.

Tuesday, September 05, 2006

Que contribuições podem ser destacadas na abordagem articulada Ciência-Tecnologia?

Uma das contribuições que podemos destacar é a expansão e potencialização de algumas capacidades naturais do homem, a exemplo da visão que é limitada, onde a tecnologia proporciona a construção de equipamentos que serão utilizados para construção/reconstrução de conhecimentos científicos, construção esta baseada também na Ciência de forma a fazer com que se atinja o objetivo (Apartir da Ciência e para a Ciências).
Outras contribuições importantíssimas dizem respeito primeiramente a modernização da Medicina, onde hoje já é possível realizar operações por vídeoconferência além da facilitação por meio de novos recursos ao ensino da educação especial (com computadores adaptados as necessidades, físicas e psíquicas dos alunos).

Thursday, August 31, 2006

O Ensino de Física com o auxílio da Tecnologia.

Este site é do professor Paulo Vicente que nos ensinou nas disciplinas FIS134 e FIS135.
http://www.fisicainterativa.com.

Vale a pena dar uma Conferida!!!

E lembrar que ele estará presente no Ciclo de Palestras : "O Ensino de Ciências na Contemporaneidade." promovido pelo Diretório cad6emico de Ciências Naturais - Gestão Renovação - no próximo mês (setembro/2006)